domingo, 14 de fevereiro de 2010
POR QUE A MÍDIA ESCONDE OS FATOS
DEPOIS DE PRESO O DEM APARECE
Dirigentes do DEM defendem intervenção no Distrito Federal
Dirigentes do DEM, partido do qual se desfiliou o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), apoiam a intervenção no DF proposta pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. As informações são do jornal Estado de S. Paulo deste domingo.Arruda foi preso na quinta-feira, acusado de tentar subornar uma testemunha do inquérito que investiga o suposto esquema de corrupção no DF, o mensalão do DEM. O senador Demóstenes Torres, o deputado federal Ronaldo Caiado, ambos democratas de Goiás, defendem a intervenção por temer que o vice em exercício, Paulo Otávio, possa ser tirado do cargo, em virtude se seu envolvimento nas denúncias. A possibilidade de renúncia não foi descartada por Otávio.
Redação Terra on line
POEMA DE LUIS FERNANDO VERÍSSIMO
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado...
Luís Fernando Veríssimo

O governador tucano José Serra discursava numa cerimônia de entrega de 57 ônibus escolares.
A certa altura, Serra pediu apoio aos prefeitos da região, para instalar hospitais preparados para atender portadores de deficiência física.
Um grupo de manifestantes do sindicato dos professores fazia barulho. Munidos de apitos, tentavam sufocar o discurso.
A certa altura, um dos integrantes da turma do apito pôs-se a dirigir impropérios a Serra. O presidenciável tucano abespinhou-se:
"Esse energúmeno é contra o atendimento dos cegos, é contra os deficientes físicos, é contra os ônibus escolares [...]. É contra tudo e todos".
A maior parte da platéia aplaudiu. Os manifestantes trocaram o silvo dos apitos pela vaia. Policiais trataram de retirar o “energúmeno” do local. Alegou-se que ele desacatara o governador.
Serra disse que estava na cidade a trabalho, não em “campanha”, como os manifestantes.
Antes do sururu de Guararapes, Serra estivera em São Luiz do Paraitinga, uma das cidades mais afetadas pelas chuvas que infelicitam o Estado.
Entregara a moradores cheques de R$ 900. Dinheiro do programa Novo Começo. Um auxílio emergencial às famílias desabrigadas.
"Se depender de mim, ele será presidente", disse a dona de casa Alessandra Fernandes, uma das beneficiárias.
Campanha fora de época? Ex-ministro do TSE, o advogado Fernando Neves acha que não. Só haveria afronta à lei eleitoral, diz ele, Se houvesse pedido explícito de voto.
Como Serra não chegou a tanto, a coisa passa, no dizer do especialista, por "atividade de governo".
Então, tá! Mas não custa lembrar que os cheques poderiam chegar às mãos necessitadas por outras vias. Uma remessa bancária, por exemplo.
Aliás, não parece razoável supor que Serra vá entregar, um a um, os cheques destinados aos flagelados. Ele não teria tempo para mais nada.
Fonte: Blog do Josias
GOVERNAR UM PAIS E TRATAR TODOS COM IGUALDADE



Lula em Goiás: Governar um país é tratar todos com igualdade
Disposto a não deixar sem resposta insinuações de políticos que fazem oposição ao seu governo, o presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (12), durante inauguração das obras da Barragem do Ribeirão João Leite, em Goiânia (GO), que nunca discriminou governadores de São Paulo, Minas Gerais, Alagoas e Rio Grande do Sul, estados comandados pelo PSDB. Ele lembrou, como exemplos, a compra do Nossa Caixa, em São Paulo.
Lula pediu para que os prefeitos fossem indagados sobre como eram tratados no passado e no momento atual. Lula explicou que no passado só recebiam recursos do governo aqueles políticos ligados aos partidos aliados.
Lula citou como exemplo o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, para explicar que na campanha em 2006 apoiou o ex-governador Maguito Vilela. Porém, ao ser eleito, o presidente manteve o canal de entendimento com Rodrigues, não lhe recusando recusos para obras em Goiás. E a inauguração da barragem, segundo o presidente, é outra confirmação de que “governar um país é tratar todos com igualdade”.
"Perguntem ao companheiro Alcides se faltou para ele um centavo que Goiás tivesse direito e que tivesse projeto? Aliás, deveriam perguntar para o outro [Maguito] se ele quando governador de um partido de oposição, se faltou dinheiro? Perguntem aos governadores de São Paulo, Minas Gerais, Alagoas e Rio Grande do Sul. Não é assim que se governa um país. Governar um país não é criar um grupo de amigos mas tratá-los todos em igualdades de condições", enfatizou.
Lula afirmou que uma das vertentes de sua administração é o investimento em saneamento básico. Alguns obstáculos enfrentados devem-se ao fato de o Brasil ter ficado mais de 25 anos sem investimentos em infraestrutura.
Lula lamentou o excesso causado pela legislação para liberar obras no país e afirmou que vai se mobilizar para tornar a legislação mais funcional – pediu para isso ajuda aos parlamentares. Lembrou ainda os entraves que existem para as obras do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, mas garantiu que tão logo os problemas estejam sanados, irá pedir pressa na construção.
O presidente Lula visitou as obras concluídas e, ao término da cerimônia, deslocou-se para almoço com o governador Alcides Rodrigues e políticos da região. À tarde ele inaugura, com o prefeito de Goiânia, Íris Rezende, a Escola Municipal Jornalista Jayme Câmara, e visita unidades habitacionais do Pró-Moradia no Jardins do Cerrado, distante 40 quilômetros do centro de Goiânia.
PT TRINTÃO UMA HISTÓRIA
| PT, trintão, por Selvino Heck |
| em 10/02/2010 |
|
PT 30 ANOS
| Uma história, um partido, por Dr. Rosinha |
| em 10/02/2010 |
|
ESTADO PROBLEMA E SOLUÇÕES
| Estado: problema e soluções, por Emir Sader |
| em 11/02/2010 |
|
AS MULHERES E DILMA
| Ataques a Dilma negam humanidade de ministra e protagonismo das mulheres, por Luiz Carlos Azenha |
| em 11/02/2010 |
|
sábado, 13 de fevereiro de 2010
solidariedade - UM ANO DE EXISTËNCIA
Nas últimas eleições municipais de 2008, finquei pé no acompanhamento eleitoral de Santa Luzia do Pará. Preocupado com a polarização com os adversários do Prefeito Louro e do PT, acertei na opção e na prioridade, vencemos as eleições de forma muito apertada, mas vencemos. No decorrer daquele acontecimento, no calor da disputa e da polarização vi meu nome ser lembrado por diversas lideranças locais, lembrando de que eu poderia ser novamente deputado estadual, confesso que me animei inicialmente com aquela idéia.--
BLOG DO CIDADA - O PARTIDO E O MANDATO
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O Partido e o Mandato!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
ESSA CALOU OS AMERICANOS
> SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS
> UNIDOS
>
>
>
>
>
> Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um
> brasileiro dá um
> esculacho educadíssimo nos americanos!
>
> Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o
> ex-governador do
> DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM
> BUARQUE, foi
>
> questionado
> sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
>
> O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que
> esperava a resposta
> de um Humanista e não de um brasileiro.
>
> Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
>
>
> "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria
> contra a
> internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos
> governos não
> tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é
> nosso.
>
> "Como humanista, sentindo o risco da degradação
> ambiental que sofre a
>
> Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como
> também de tudo
> o mais que tem importância para a humanidade.
>
> "Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser
> internacionalizada,
> internacionalizemos também as reservas de petróleo do
> mundo inteiro.O
>
> petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade
> quanto a
> Amazônia
> para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas
> sentem-se no
> direito de aumentar ou
> diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu
> preço."
>
>
> "Da mesma forma, o capital financeiro dos países
> ricos deveria ser
> internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para
> todos os seres
> humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um
> dono, ou de um
>
> país.
> Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego
> provocado pelas
> decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não
> podemos deixar que
> as reservas financeiras sirvam para queimar países
> inteiros na volúpia da
>
> especulação.
>
> "Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a
> internacionalização de
> todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve
> pertencer apenas à
> França.
> Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças
> produzidas pelo
>
> gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio
> cultural, como o
> patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e
> instruído pelo gosto de
> um proprietário
> ou de um país. Não faz muito, um milionário
> japonês,decidiu enterrar
>
> com ele, um quadro de
> um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter
> sido
> internacionalizado.
>
> "Durante este encontro, as Nações Unidas estão
> realizando o Fórum do
> Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram
> dificuldades em
>
> comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por
> isso, eu acho que
> Nova York,
> como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.
> Pelo menos
> Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como
> Paris, Veneza,
>
> Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada
> cidade, com sua
> beleza específica, sua historia do mundo, deveria
> pertencer ao mundo
> inteiro.
>
> "Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo
> risco de deixá-la
>
> nas
> mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais
> nucleares dos
> EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de
> usar essas
> armas, provocando uma destruição milhares de vezes
> maiores do que as
>
> lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
>
> "Defendo a idéia de internacionalizar as reservas
> florestais do mundo em
> troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para
> garantir que cada
> criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à
> escola.
>
> Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas,
> não importando o
> país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados
> do mundo inteiro.
>
> "Como humanista, aceito defender a
> internacionalização do mundo.
>
> Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei
> para que a
> Amazônia
> seja nossa. Só nossa!
>
>
> DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES
> ÓBVIAS. AJUDE A
> DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS
> LÍNGUAS QUE DOMINAR.
>
LULA O FILHO DO BRASIL - FILME
A didática de "Lula, o filho do Brasil"
Posted: 05 Jan 2010 10:32 AM PST
[Juazeiro, 1970-1979.
Alcir Lacerda.
Pirelli/MASP]
José Szwako*
"Você sabe quem é esse homem, mas não conhece a sua história". A julgar pelo seu slogan, "Lula, o filho do Brasil" cumpre de forma bastante satisfatória sua função. O filme retrata a biografia de um nordestino cujo destino é bem conhecido entre nós. A especificidade da sua história de vida, no entanto, é infinitamente mais interessante que o retrato cinematográfico. À exceção do argumento em torno de Lula, o filme se vale de alguns clichês do último cinema brasileiro. À abertura, um belo e estilizado nordeste, com a gota de suor coreografada na testa do retirante, com os tons pastel em degrade que desfilam na paisagem acre, e com direito, ainda, a um carismático cachorro, fofo. Não chega a ser um defeito, mesmo porque rende esteticamente, mas, desde a safra pós-"Central do Brasil", essa fórmula se repete à exaustão na grande tela nacional.
Ok, retratar a biografia de um presidente nao é pouca coisa e nada ajuda muito para esse empreendimento. Lula, como dizem, é "o cara". Nao é qualquer presidente, é uma figura verdadeiramente carismática com sabido nível de aprovação em pleno fim do segundo mandato. De frente para esse monstro ideológico, do qual esse filme parece ser mais produto e menos reprodutor, é quase impossível não se deixar levar pela teo-teleologia: não importa se se trata de uma criança inconformada ou de um torneiro quase despolitizado, o futuro (ou seja, a ideologia de hoje) fornece de saída os limites da interpretação: "ah, ele já era assim, ...ele foi sempre assim, ...isso tudo estava nele!". "Teima", dizia Dona Lindu. "Ele teimou", nos diz o filme. A ordem cronológica da exposição fílmica quer apontar para este futuro - o nascimento, a viagem pro sul, a escolarização primária e técnica, o primeiro emprego e os dramas no sindicato, tudo vai (nos) levando magicamente ao seu Destino.
O que mais impressiona na exposição dessa linha de vida é o seu carater didático. Tudo muito claro, tudo no seu lugar, sem metáforas nem brechas, tudo limpidamente ocupado. Assentado numa estetica kitsch do tipo "A grande família", o filme é um retrato hiperreal da história de Lula. Está tudo lá, exposto na tela: personagens são claramente apresentados, psicologias sem ambiguidade, diálogos cotidianos e inverossímeis, os jovens Lula e Marisa feitos um-para-o-outro, e um figurino que se denuncia no padrão globo de qualidadede. A música na hora certa, na imagem certa, para a lágrima certa. Enfim, um filme didático demais. Na verdade, é um filme adequado ao Brasil pós-autoritário (FHC + Lula), adequado àqueles milhões de cidadãos que, antes enclausurados na indústria cultural lado B, passaram a compor uma nova multidão de consumidores... de frango, de iogurte, de celular, de carro e também de filmes. Ora, isso nao é pouca coisa e a necessidade de objetos culturais adequados à educação sentimental dessa nova massa de consumidores não precisa ser entendida como meramente ideológica ou eleitoral; a necessidade de tais objetos e a natureza didática deles respondem, antes, às mudanças na capacidade de consumo desse e de outros bens por parte de frações significativas da população brasileira. Agora, se essas frações vão votar no candidato de Lula ou se chamam o consumo de celulares de "cidadania", isso já são outros quinhentos...
"Lula, o filho do Brasil"
Brasil, 2009. Cor. 128 min
Direção: Fábio Barreto
*José Szwako é doutorando em Ciências Sociais na Unicamp.
LULA UM LÍDER MUNDIAL
Segunda-feira, Janeiro 04, 2010
Para o que vai nascer
Arrematando
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Identidade Luziense
A ocupação do território que hoje compõe a cidade de Santa Luzia do Pará se deu com o início da construção da Rodovia Federal BR 316 em 1958 no programa do Governo Militar e seu Projeto de Integração Nacional (PIN), badalando o mesmo como uma oportunidade de oferecer "TERRAS SEM HOMENS PARA HOMENS SEM TERRA", donde no km 202 distante de Belém foi construido um acampamento de obras a cem metros do principal rio dessa area, batizado pelo primeiro morador local, senhor Manoel Gaia, como rio Curí, e incentivando a migração de cearenses, maranheses e paraenses (deslocandos principalemente das cidades de Bragança e Ourém atraves dos rios Caeté e Guamá a partir das comunidades mais antigas da região, Tentugal e Jacarequara), para constituir o povoado com o nome Tabosa, em homenagem ao engenheiro responsavel pelo acampamento, Dr Tabosa. A partir da constituição do povoado Tabosa e da ligação rodoviaria com a cidade mais próxima, Capanema, esses passaram a apelidar o povoado Tabosa de vila 47, por se manter a 47 km distante da cidade de Capanema. Em 1979, a Diocese de Bragança criou na vila 47 a paroquia de Santa Luzia, em homenagem a uma santa martire italiana, com isso o povoado passou a ser conhecido tanto como vila km 47 como vila Santa Luzia dentro do municipio de Ourém.
O desenvolvimento do povoado é acelerado com a abertura da rodovia Montenegro em 1973 de interligação da cidade de Bragança a BR 316, incentivando a chegada de mais nordestinos para esse área. Na década de 1980 a discussão da região no entorno da BR 316, da cidade de Capanema até o rio Gurupí (divisa do Pará com o Maranhão) foi focada na grilagem de terras por empresarios e os conflitos armados pelo luta dos povoados no direito a permanecerem na terra, destacando a participação de Quintino da Silva Lira como líder de defesa desses povoados, o que levou a migração intensa de familias desses confritos para a vila 47, fazendo-a crescer desordenamente, principalmente após a morte de Quintino em 1982, após a expulsão de familias das suas terras. Segundo dados do IBGE em 1985 a vila Santa Luzia tinha 3.246 habitantes, em 1990 tinha 5.633 habitantes, tornando a vila de Santa Luzia com uma população urbana maior que a cidade de Ourém. Diante disso, em 28 de abril de 1991, foi realizado o plebecisto para emacipação da vila, se tornando o municipio de Santa Luzia do Pará, que continou crescendo atingindo 8.624 habitantes em 2000 e 10.987 habitantes em 2007.
Atualmente o que é comum na cidade de Santa Luzia do Pará são invasões e o crescimento desordenado da população e ainda a migração de Nordestinos na busca de construir uma vida mais digna, principalmente com a idéia que a Amazônia é uma alternativa para solucionar as exclusões e marginalizações de pessoas pobres do Nordeste do Brasil. A vulnerabilidade da cidade de Santa Luzia do Pará se situa principalmente nos bairros pobres, conduzidos também pelo fato sócio-econômico que a cidade é um entreporto de caminhoneiros de ligação do Pará com o Nordeste, como resultado a proliferação de doenças sexualmente transmissiveis.
O que mais intriga hoje na cidade de Santa Luzia é a constituição da personalidade da Amazônia no município, quando conversamos com crianças e adolescentes, esses pensam em diferenças geográficas da situação do município para a região amazônica, é visto que o bioma amazônico no município foi “rasgado” dando ênfase a agropecuaria em grandes latifundios concentrados nas mãos de poucos empresários, e assim, sem nenhuma intervesão pedagógica os futuros cidadões luzienses estão sendo criandos “fora da Amazônia”, onde as gerações futuras não se sentem situados na região Norte do Brasil. E ainda, fortalecido pelas influencias culturais nordestinas, da música, à dança e as comidas, Santa Luzia vai ser personalizando um município muito mais Nordestino do que Amazônico.

