quinta-feira, 28 de maio de 2009
Frei Betto *
Adital -
Como os supermercados, as Igrejas disputam clientela. A diferença é que eles oferecem produtos mais baratos e, elas, prometem alívio ao sofrimento, paz espiritual, prosperidade e salvação.
Por enquanto, não há confronto nessa competição. Há, sim, preconceitos explícitos em relação a outras tradições religiosas, em especial às de raízes africanas, como o candomblé e a macumba, e ao espiritismo.
Se não cuidarmos agora, essa demonização de expressões religiosas distintas da nossa pode resultar, no futuro, em atitudes fundamentalistas, como a "síndrome de cruzada", a convicção de que, em nome de Deus, o outro precisa ser desmoralizado e destruído.
Quem mais se sente incomodada com a nova geografia da fé é a Igreja Católica. Quem foi rainha nunca perde a majestade... Nos últimos anos, o número de católicos no Brasil decresceu 20% (IBGE, 2003). Hoje, somos 73.8% da população. E nada indica que haveremos de recuperar terreno em futuro próximo.
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Paquiderme numa avenida de trânsito acelerado, a Igreja Católica não consegue se modernizar. Sua estrutura piramidal faz com que tudo gire em torno das figuras de bispos e padres. O resto são coadjuvantes. Aos leigos não é dada formação, exceto a do catecismo infantil. Compare-se o catecismo católico à escola dominical das Igrejas protestantes históricas e se verá a diferença de qualidade.
Crianças e jovens católicos têm, em geral, quase nenhuma formação bíblica e teológica. Por isso, não raro encontramos adultos que mantêm uma concepção infantil da fé. Seus vínculos com Deus se estreitam mais pela culpa que pela relação amorosa.
Considere-se a estrutura predominante na Igreja Católica: a paróquia. Encontrar um padre disponível às três da tarde é quase um milagre. No entanto, há igrejas evangélicas onde pastores e obreiros fazem plantão toda a madrugada.
Não insinuo assoberbar ainda mais os padres. A questão é outra: por que a Igreja Católica tem tão poucos pastores? Todos sabemos a razão: ao contrário das demais Igrejas, ela exige de seus pastores virtudes heróicas, como o celibato. E exclui as mulheres do acesso ao sacerdócio. Tal clericalismo trava a irradiação evangelizadora.
O argumento de que assim deve continuar porque o Evangelho o exige não se sustenta à luz do próprio texto bíblico. O principal apóstolo de Jesus, Pedro, era casado (Marcos 1, 29-31); e a primeira apóstola era uma mulher, a samaritana (João 4, 28-29).
Enquanto não se puser um ponto final à desconstrução do Concílio Vaticano II, realizado para renovar a Igreja Católica, os leigos continuarão como fiéis de segunda classe. Muitos não têm vocação ao celibato, mas sim ao sacerdócio, como acontece nas Igrejas Anglicana e Luterana.
Ainda que Roma insista em fortalecer o clericalismo e o celibato (malgrado os escândalos frequentes), quem conhece uma paróquia efervescente? Elas existem, mas, infelizmente, são raras. Em geral, os templos católicos ficam fechados de segunda à sexta (por que não aproveitar o espaço para cursos ou atividades comunitárias?); as missas são desinteressantes; os sermões, vazios de conteúdo. Onde estão os cursos bíblicos, os grupos de jovens, a formação de leigos adultos, o exercício de meditação, os trabalhos voluntários?
Em que paróquia de bairro de classe média os pobres se sentem em casa? Não é o caso das Igrejas evangélicas, basta entrar numa delas, mesmo em bairros nobres, para constatar quanta gente simples ali se encontra.
Aliás, as Igrejas evangélicas sabem lidar com os meios de comunicação, inclusive a TV aberta. Pode-se discutir o conteúdo de sua programação e os métodos de atrair fiel. Mas sabem falar uma linguagem que o povo entende e, por isso, alcançam tanta audiência.
A Igreja Católica tenta correr atrás com as suas showmissas, os padres aeróbicos ou cantores, os movimentos espiritualistas importados do contexto europeu. É a espetacularização do sagrado; fala-se aos sentimentos, à emoção, e não à razão. É a semente em terreno pedregoso (Mateus 13, 20-21).
Não quero correr o risco de ser duro com a minha própria Igreja. Não é verdade que ela não tenha encontrado novos caminhos. Encontrou-os, como as Comunidades Eclesiais de Base. Infelizmente não são suficientemente valorizadas por ameaçarem o clericalismo.
Aliás, as CEBs realizarão seu 12º Encontro Intereclesial de 21 a 25 de julho deste ano, em Porto Velho (RO). O tema, "Ecologia e Missão"; o lema, "Do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia". São esperados mais de 3 mil representantes de CEBs de todo o Brasil.
Bom seria ver o papa Bento XVI participar desse evento profundamente pentecostal.
[Autor, em parceria com Leonardo Boff, de "Mística e Espiritualidade" (Garamond), entre outros livros].
* Escritor e assessor de movimentos sociais
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Olha a DITABRANDA
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
RAZÕES TUCANAS PARA A CPI DA PETROBRAS
Fernando Henrique era a favor da privatização da Petrobrás. Ele e aquele que ele chama de “brilhante”, Daniel Dantas.

Daniel Dantas recebeu de Antonio Carlos Magalhães a incumbência de estudar a privatização da Petrobrás como forma de o PFL (DEM) contribuir com o governo que se iniciava, o de Fernando Henrique Cardoso.
Como primeiro passo do marketing de privatização da Petrobrás, os cérebros que cercavam Fernando Henrique iam mudar o nome da empresa para “Petrobrax”, marca evidentemente mais globalizada… O sufixo “bras” provocava comichão em Fernando Henrique, que, em entrevista à Revista Piauí, qualificou a solenidade do 7 de Setembro de “uma palhaçada” (ele deve comemorar o 4, o 9 ou o 14 de Julho, em silêncio).
Na superfície, os senadores tucanos querem a CPI para salvar o mandato. O objetivo, porém, corre em águas profundas.
O que os tucanos querem é impedir que se crie uma nova agência estatal para administrar o pré-sal e, como na Noruega, através de um fundo de investimento, transferir os recursos para a educação.
Os tucanos, como os seus antecessores, Assis Chateaubriand e Roberto Campos, estão a serviço do capital estrangeiro.
Tomara que a ministra Dilma Rousseff e o presidente Lula, nos palanques da campanha de 2010, digam assim, com todas as letras: o Serra vai privatizar a Petrobrás.
(Paulo Henrique Amorim)
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O COMPORTAMENTO MALICIOSO DA OPOSIÇÃO
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Líder do governo volta a criticar oposição por mentir sobre confisco
quarta-feira, 13 de maio de 2009
CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÕNIA
Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.
Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:
"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"
Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!
É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.
Foi marcada a entrega das assinaturas do Manifesto “AMAZÔNIA PARA SEMPRE” ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva no dia 04/06 às 15:00 horas.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Economia solidária para todos...
Economia solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia) centrada na valorização do ser humano - e não do capital - de base associativista e cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços, de modo autogerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Assim, nesta economia, o trabalho se transforma num meio de libertação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações do trabalho capitalista
O que é Economia solidária???
A economia solidária se origina na Primeira Revolução Industrial, como reação dos artesãos expulsos dos mercados pelo advento da máquina a vapor. Na passagem do século XVIII ao Século XIX, surgem na Grã-Bretanha as primeiras Uniões de Ofícios (Trade Unions) e as primeiras cooperativas. Com a fundacão da cooperativa de consumo dos Pioneiros Equitativos de Rochdale (1844) o cooperativismo de consumo se consolida em grandes empreendimentos e se espalha pela Europa primeiro e depois pelos demais continentes.
A economia solidária é um modo específico de organização de atividades econômicas. Ela se caracteriza pela autogestão, ou seja, pela autonomia de cada unidade ou empreendimento e pela igualdade entre os seus membros. Nos primórdios do capitalismo, o modelo apresentado mostrava que o empregado era tido unicamente como propriedade do empregador, separado das forças produtivas que detinha ou utilizava. O conceito que pode ser empregado pela economia popular solidária é:
“o conjunto de empreendimentos produtivos de iniciativa coletiva, com certo grau de democracia interna e que remuneram o trabalho de forma privilegiada em relação ao capital, seja no campo ou na cidade. Tolerar ou mesmo estimular a formação de empreendimentos alternativos aos padrões capitalistas normalmente aceitos, tais como cooperativas autogeridas é, objetivamente falando, uma forma de reduzir o passivo corrente que se materializa em ondas de crescentes de desemprego e falências. (...) Tais empreendimentos encontram potencialmente no trabalho coletivo e na motivação dos trabalhadores que os compõem, uma importante fonte de competitividade reconhecida no capitalismo contemporâneo. Enquanto no fordismo a competitividade é obtida através das economias de escala e de uma crescente divisão e alienação do trabalho associadas a linhas produtivas rígidas – automatizadas ou não -, na nova base técnica que está se configurando, uma importante fonte de eficiência é a flexibilização.” (GAIGER: 2002, p.64)
Para Singer, a definição da economia solidária está ligada a relação entre o trabalhador e os meios de produção, sendo que:
“A empresa solidária nega a separação entre trabalho e posse dos meios de produção, que é reconhecidamente a base do capitalismo. (...) A empresa solidária é basicamente de trabalhadores, que apenas secundariamente são seus proprietários. Por isso, sua finalidade básica não é maximizar lucro mas a quantidade e a qualidade do trabalho” (SINGER: 2002, p.04)
A economia solidária, então, apresenta-se como uma reconciliação do trabalhador com seus meios de produção e fornece, de acordo com Gaiger (2003), uma experiência profissional fundamentada na eqüidade e na dignidade, na qual ocorre um enriquecimento do ponto de vista cognitivo e humano. Com as pessoas mais motivadas, a divisão dos benefícios definida por todos os associados e a solidariedade,
“o interesse dos trabalhadores em garantir o sucesso do empreendimento estimula maior empenho com o aprimoramento do processo produtivo, a eliminação de desperdícios e de tempos ociosos, a qualidade do produto ou dos serviços, além de inibir o absenteísmo e a negligência” (GAIGER: 2002, p.34).
Um dos conceitos, então, que está intrinsecamente ligado à realização de um empreendimento solidário é desenvolvimento local. Com a grande tendência de aumento do rendimento do trabalho associado, há a busca por promover o desenvolvimento local dos aspectos econômico e social, sendo que este define-se como o:
“processo que mobiliza pessoas e instituições buscando a transformação da economia e da sociedade locais, criando oportunidades de trabalho e renda, superando dificuldades para favorecer a melhoria das condições de vida da população local” (JESUS, in: CATTANI: 2003, p.72).
Segundo Gaiger (2002), quatro características econômicas fazem parte do modo de produção capitalista, essas são: produção de mercadorias com único objetivo de comercialização, separação dos trabalhadores dos meios de produção, transformação do trabalho em mercadoria por meio do empregado assalariado e existência do lucro e da acumulação de capital por parte do empregador que detém os meios de produção. Com tudo isso, principal elemento do modelo capitalista é ser desigual e combinado, onde parte dos trabalhadores é bem sucedida, o restante perde suas qualificações e muitos se tornam miseráveis (Singer, 2004). Isso se dá devido a uma crescente valorização da competição, que, ao contrário do senso comum, não é antagônica à cooperação.
Ambas coexistem e o que caracteriza o modo de produção em que a sociedade se baseia é a predominância de uma ou outra. Quando a competição sobressai em relação à cooperação, a grande tendência é a exclusão daqueles que fracassam ou não estão aptos, enfraquecendo o ambiente sistemicamente. Em contrapartida, quando a cooperação preside as relações, cria-se um ambiente tolerante e igualitário, tornando possíveis processos de recuperação de economias abaladas (MYRDAL, in: ARROYO: 2008). A economia solidária, conforme Wautier (In: CATTANI: 2003, p.110), é orientada do ponto de vista sociológico e:
“acentua a noção de projeto, de desenvolvimento local e de pluralidade das formas de atividade econômica, visando à utilidade pública, sob forma de serviços diversos, destinados, principalmente, mas não exclusivamente, à população carente ou excluída”
Pode-se dizer também que é fundada em relações nas quais as práticas de solidariedade e reciprocidade não são utilizadas como meros dispositivos compensatórios, mas sim fatores determinantes na realidade da produção da vida material e social
Conceito solidário de produção
Se o empreendimento solidário for de produção, o seu capital será constituído por cotas, distribuídas por igual entre todos membros, que desta forma, são sócios do empreendimento. O princípio geral da autogestão é que "todos os que trabalham são donos do empreendimento e todos os que são donos trabalham no empreendimento."
Exemplos de empreendimentos solidários produtivos
São exemplos de empreendimentos solidários produtivos: associações ou cooperativas agropecuárias, industriais, de transporte, de educação escolar, de hotelaria, ecovilas entre outros.
Conceito solidário de consumo
Se o empreendimento solidário for de consumo, o seu capital será também constituído por cotas, distribuídas por igual entre todos membros, que assim se tornam sócios do empreendimento. Neste caso, o princípio geral da autogestão é que "todos os que consomem são donos do empreendimento e todos os que são donos consomem no empreendimento".
Exemplos de empreendimentos solidários de consumo
Exemplos de empreendimentos solidários de consumo são: cooperativas de consumo, habitacionais, de crédito e mútuas de seguros gerais, de seguro de saúde, clubes de troca, etc.
Forma de administração
A administração de um empreendimento é coletiva e democrática. Todas as decisões mais importantes são tomadas em assembléias de sócios, em que vigora o princípio "cada cabeça um voto". Se dirigentes são necessários eles são eleitos pelos sócios e podem ter seu mandato revogado por eles, no caso do desempenho do dirigente for considerado não-aceitável por uma maioria dos membros.
Dentre os instrumentos usados para facilitar a comercialização dos produtos da economia solidária, como alternativa ao escambo e com finalidades específicas, existe a moeda social.
Finalidade
A economia solidária possui uma finalidade multidimensional, isto é, envolve a dimensão social, econômica, política, ecológica e cultural. Isto porque, além da visão econômica de geração de trabalho e renda, as experiências de Economia Solidária se projetam no espaço público, no qual estão inseridas, tendo como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável; vale ressaltar: a Economia Solidária não se confunde com o chamado "Terceiro Setor" que substitui o Estado quando ele não cumpre suas obrigações legais. Para incentivar a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores, enquanto sujeitos protagonistas de direitos a Economia Solidária reafirma, assim, a emergência de atores sociais, ou seja, a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores como sujeitos históricos.
Fonte: Wilkipedia, maio de 2009.
O MOVIENTO SOLIDARIEDADE É CULTURA
TARIFA SOCIAL DE ENERGIA
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Instituições do Pará pedem cancelamento de títulos falsos
Agência Pará
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A medida foi formalizada na sede da Procuradoria da República no Pará, numa programação da Comissão Permanente de Monitoramento, Estudo e Assessoramento das Questões Ligadas à Grilagem, criada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJE) e que tem representação do poder público e da sociedade. Após a programação, o documento oficial com a assinatura dos membros da Comissão foi enviado, via Correios, ao CNJ, em Brasília.
Além do Iterpa, a Comissão é formada por representantes do TJE, Procuradoria Geral do Estado, Incra, Ministérios Públicos Federal e Estadual, Advocacia Geral da União, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Seção Pará), Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Comissão Pastoral da Terra e Federação da Agricultura do Pará.
As providências ao CNJ foi uma das formas encontradas pela Comissão diante da decisão da desembargadora Maria Rita Lima Xavier, corregedora do Interior, em recusar o pedido de cancelamento administrativo de todos os títulos irregulares, já bloqueados por medida do próprio TJE.
Em dois anos de trabalho, em levantamento realizado em cartórios do interior, a Comissão detectou a existência de 9.815 registros de terras bloqueados, documentos que apresentam várias irregularidades. O trabalho realizado pela Comissão confirmou e detalhou a dimensão e profundidade do problema, como nunca fora feito antes, segundo Girolamo Treccani, do Iterpa.
Limite constitucional - Alguns registros apresentam áreas que, possivelmente, são erros de escrituração, documentos que não transferem domínio ou que não apresentam dados de título de origem. Há ainda registros duvidosos, sendo mais de 5 mil registros com área superior ao limite constitucional, sem a autorização do Senado ou do Congresso Nacional, o mesmo ocorrendo com títulos emitidos pelo Governo do Pará em área superior ao limite constitucional.
A análise da Comissão concluiu que os municípios de Moju, Acará, Tomé-Açu e São Félix do Xingu são localidades que apresentam as maiores irregularidades e incoerência nas documentações, indicando propriedades com área superior aos limites territoriais do município. Esta é uma das situações encontradas pela Comissão durante o trabalho executado nestes dois anos.
Durante a programação na Procuradoria da República foi muito elogiado o trabalho desenvolvido pela Comissão. O presidente da Fetagri, Carlos Augusto Silva, ressaltou que "enfim, foi aberta a caixa preta". Segundo ele, o momento é histórico para o avanço no combate à grilagem no Estado, considerando que todas essas terras devem ser destinadas à reforma agrária.
O procurador da República, Felício Pontes, destacou a atuação do Iterpa no trabalho da Comissão, ao fazer o levantamento necessário para a concretização da pesquisa. O presidente do Iterpa, José Heder Benatti, afirmou que hoje o Estado tem o controle do que está acontecendo na área fundiária. Ele admitiu que a existência de títulos falsos são obstáculos para a regularização de terras, mas esse é um problema que, de acordo com o procurador Geral do Estado, Ibraim Rocha, continuará sendo combatido pelo governo do Estado.
Reforma agrária - O cancelamento de todos os títulos irregulares é o caminho mais seguro para a redução dos conflitos fundiários no Estado, para a regularização fundiária e, consequentemente, a efetivação da reforma agrária. O caminho pretendido pela Corregedoria do Interior e proposto para a Comissão seria a abertura de ações judiciais para cada um dos registros, nas diversas varas agrárias - um trabalho que deveria ser concluído em 10 anos. Esta medida já foi adotada pelo Iterpa que, nos últimos 15 anos, ajuizou 50 ações envolvendo mais de 24 milhões de hectares, mas apenas seis dessas ações foram concluídas.
Esse resultado mostrou que as ações judiciais não alcançaram seus objetivos, e que para resolver a questão o caminho apontado é o cancelamento, via Corregedoria do Interior, como já fez a Corregedoria do TJE do Estado do Amazonas, com base em determinações constitucionais, cancelando 48.478.357,558 hectares de terras, que foram devolvidos ao patrimônio fundiário federal.
Texto: Dorinha Rayol - Iterpa
Amazônia da seca as inudações... Aquecimento Global!!!
A Amazônia enfrentou uma das maiores secas de sua história (ver vídeo abaixo).
Desta vez, é a cheia que alcança proporções históricas e efeitos catastróficos, com o rompimento de barragens na região de Altamira, na hidrografia do Xingu, que alagou parcialmente a cidade.
O rio Tapajós estar tendo a maior cheia registrada em todos os tempos. A informação é da Defeca Civil do Pará. O nível do rio atingiu 8,94 m, ultrapassando 34 cm da última marca da maior enchente da região, ocorrida em 2006, quando o rio chegou a 8,60 m. A forte chuva que durou mais de 12 horas, contribuiu para elevar o nível das águas. Mais de 40 mil pessoas foram afetadas pela cheia. Ao todo, a região oeste do Pará tem 17 municípios atingidos pela cheia, com 140 mil pessoas afetadas.
A governadora Ana Julia Carepa, declarou situação de emergência em decorrência das fortes chuvas. O aumento do nível dos rios provocaram inundações que comprometeram a segurança e a saúde da população desses municípios. Devido esta condição, a governadora homologou decretos das prefeituras. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (30). O secretário de Estado de Integração Regional do Pará, André Farias, informou que, por determinação da governadora, Ana Julia Carepa, as ações estão sendo tomadas de forma integrada, por meio de um conjunto de secretarias e órgãos estaduais. "São situações emergenciais em que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão treinados para atuar, e que envolvem outras secretarias em ações de curto e médio prazo para atender a população", concluiu. Essa decisão da Governadora, mostra que o Estado dá alta prioridade para a situação emergencial dos municípios em calamidade publica.
Provavelmente cientistas iniciarão um debate discutindo se a excepcional cheia dos rios da Amazônia este ano seria ou não conseqüência das mudanças climáticas. Seria evento isolado ou se encaixa no contexto das chuvas que já castigaram muito do Brasil, atingindo gravemente Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e, agora, o Pará. Debates que, provavelmente, não chegarão a uma conclusão definitiva.
O consenso entre cientistas, por outro lado, é que eventos extremos desse tipo se tornarão cada vez mais freqüentes e catastróficos no futuro, em cenários em que a temperatura do planeta se eleve acima de 2 graus.
Afinal, será possível identificar uma data inicial, um marco definidor que determine quando começaremos a sentir os efeitos das mudanças climáticas? Ou já as estaremos vivendo agora?
No mínimo, os desastres de Altamira e Santarém mostram outras tendências das mudanças climáticas. Primeiro, que a Amazônia também vai pagar o preço de um problema que tem suas origens na própria região, pois o desmatamento coloca o Brasil na posição de quarto maior poluidor do clima do planeta. E, no final, que são os pobres que vão sofrer mais com as conseqüências devastadoras do fenômeno.
Onde está os culpados pelas mudanças climáticas, que afetam diretamente a Amazônia, em especial o Pará. Indiscutivelmente isso estar ligado ao setor madeireiro que historicamente, é logrado de sulistas brasileiros que migram para a Amazônia com a intenção de enriquecer a qualquer custo. Que invadem, grilam as terras e desumanizam o tratamento com os caboclos amazônicos, os originais filhos da região, nascidos e criados aqui e adaptados a viver em harmonia com a maior florestal tropical do mundo.
Historicamente, o Estado do Pará é um dos culpados por essas ações, voltados para o compromisso do desenvolvimento acelerado, e sem respeito ao custo ambiental para o mundo (desde o Governo Militar e acelerado nos 12 anos de governo Tucano no Pará). Apenas, com a mudança de paradigmática da Governadora Ana Julia, de como o desenvolvimento deve ser aplicado, que o Estado repensa suas praticas de incentivos a sustentabilidade na Amazônia. Um exemplo disso é o programa UM BILHÃO DE ARVORES PLANTADAS PARA A AMAZONIA, o Pará faz sua parte por um planeta melhor.
O Pará precisa reverter a agenda ambiental negativa que
há tempos sustenta, enraizando a idéia de que é um Estado com vocação para o
desenvolvimento ambiental. A governadora informa que, para atingir a meta de um bilhão de
árvores plantadas na Amazônia, o governo lançará mão de dez mecanismos que
conduzirão ao desenvolvimento da economia florestal. Entre eles está o Zoneamento Ecológico Econômico, a realização do cadastro ambiental, a implementação do ICMS
ecológico, os sistemas públicos de financiamento de gestão florestal, a criação da rede
de sementes do Estado, entre outros.
O plantio de um bilhão de árvores poderá promover a retenção de mais de
10 milhões de toneladas de carbono por ano, o que constituirá um dos pilares do Plano
Estadual de Mudanças Climáticas, associada a iniciativa do Ministério do Meio
Ambiente para a redução das emissões provenientes do desmatamento e da degradação
florestal.
Pra frente Governadora, isso é um respeito claro do Estado com a Amazônia.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Como se fosse um RE X PA
Existe na crendice nacional, dos apaixonados pelo futebol, e em particular os tercedores do FLAMENGO a seguinte estória: Em cada Vilarejo do Brasil, por menor que seja, sempre haverá uma Igreja, um pastor, uma escola e um torcedor do Flamengo.
Estas metáforas servem para ilustrar a paixão política de Santa Luzia do Pará? uns são 13 e outros são 22. Analisemos esta polarização na co-relação de forças políticas do Pará e do Brasil: O Presidente Lula é do PT (13), o Vice Presidente José de Alencar é do PR (22), a Governadora Ana Júlia é do PT (13) e se u vice Odair Corrêa -e do PSB (40), em ambos os casos, o PR 22 é aliado do Governo do PT, mas em Santa Luzia o PR é frontalmente advwersário do PT e do Prefeito Louro. Nos perguntamos como será a posição e o palanque destes políticos nas eleições de 2010.
Ana Júlia é candidata do PT a re-eleição, o PR neste momento é aliado e deve vir em apoio à governadora e o PT, e o palanque? O Deputado Adamor do chamado G8 que já foi g10 e seu grupo político Luziense vai estar no palanque do PT e da governadora? Em eleições passadas este pessoal do 22 chamava a governadora dos piores nomes, não vale a pena citarmos palavrões neste blog, assim como atacavam o PT e Lula de corruptos, ladrões e adjetivos os piores possíveis, mas neste momento da conjuntura buscam cargos de assessorias e empregos para os seus cupinchas, são base de apoio do PT e da governadora e do Presidente LULA.
No cotidiano da política municipal, os partidários do 22 têm uma prática de eternamente estarem se preparando para cassar o Prefeito Louro, passados os primeiros quatro anos do governo de Louro e do PT, foram processos, ameaças de CPIs, denúncias na imprensa (jornal liberal), perseguições, o que conseguiram foi perder a direção da Câmara Municipal para a Vereadora do PT. Agora no segundo mandato de Louro re-eleito, foram quatro processo na Comarca de Ourém, o PT e o prefeito Louro ganharam todos os quatro, recorreram para a instância Estadual, e tiveram um processo de propaganda extemporânea. todo cheio de falhas, que não comprova que o governo fez propaganda institucional com fins eleitorais fora do prazo, o que significa que não foi utilizado logomarca do governo de todos após o dia 03 de julho de 2008, mas eles se preparam, se articulam, vendem fazenda para arrumar dinheiro, animam sua torcida dizendo que desta vez vão cassar o prefeito Louro.
Queremos dizer ao povo Luziense e às pessoas sérias e de bem deste município, que a Justiça Eleitoral e os magistrados são pessoas sérias e honestas, que o PT têm advogados competentes, que o Governo Municipal e o Prefeito Louro são instituições ´serias e honestas, que vamos ganhar novamente na instância Estadual, que não adianta eles amaeaçarem, quererem comprar juizes, pois seu tempo de ditadura oligarquica está chegando ao fim. Este povo do 22 não controla mais juizes, promotores, delegados, policiais, que chegou o tempo de justiça, tempo de transparência e tempo de honestidade e paz.
Vamos fazer da política um instrumento de oportunidades para buscar qualidade de vida para o povo luziense, ultrapassar os mecanismos da perseguição, da mentira e da violência. aprender fazer oposição, propor projetos e políticas públicas que promovam o desenvolvimento municipal, que possibiletem novas perspectivas futuras de cidadania, emprego, trabalho e renda para nosso população mais pobre.
É hora de solidariedade, e o PT vai continuar lutando pra melhorar a vida de nossa gente.
Nonato Guimarães